domingo, outubro 22, 2006

Mudei de morada

Por razões de operacionalidade encontro-me agora neste novo espaço.
Gostaria de continuar a contar com o vosso contributo e a vossa paciência para me aturar.


Obrigado e até sempre

segunda-feira, setembro 25, 2006

RETALHOS - A Viagem (IV) fim


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A contra gosto lá me levantei. Os camaradas suspenderam a batota e fomos ver o que se passava. Tremenda algazarra com o pessoal do Exército a assistir a uma sessão de batatada no convés entre dois ou três Páras e outros tantos Comandos. Sempre que a rivalidade entre Páras e Comandos conduzia a este tipo de “combates”, o pessoal do Exército regozijava-se pois não gostavam dos Comandos nem pintados. Quando se pressentiu que tudo poderia descambar em algo grave, pois um Pára teimava em empurrar pela borda-falsa o seu adversário, alguém desapertou os contendores e aquilo morreu ali. Se entre marido e mulher não se mete a colher, entre militares não é muito diferente pois ninguém vai fazer queixinhas a seguir. Eu, que estava bem sossegado a ver as “habilidades” dos jogadores da batota no meu camarote, é que acabei por levar por tabela. De repente, como cabo de dia vejo-me a responder pelos actos de cerca de cinco dúzias de pára-quedistas que comigo embarcaram. Como dois ou três, se lembraram de andar à pancada… fui avisado que mal chegasse a Luanda, iria ser responsabilizado pelo ocorrido, por não ter identificado os Pára-quedistas intervenientes.
Como tinha alguma habilidade para o desenho, a pedido de alguns, fui tatuando nos seus braços o emblema dos Pára-quedistas. Assim os dias foram passando numa rotina que me começava a assustar. Já nada nos intimidava nem a viagem nem a guerra que nos esperava. Só nos restava o cansaço, o sono e a saudade. Por isso alguém dizia: “- Já só faltam 104 semanas para regressarmos”.
Foi isso que definiu o nosso objectivo principal e nos norteou todo o tempo: contar semana a semana.
Ao nono dia já se avistava o arranha-céus do Banco Comercial de Angola. O que era um ponto no horizonte, começou a emergir e com ele vislumbrámos a baía lindíssima de Luanda. Quando o Vera Cruz finalmente acostou ao porto de Luanda as tropas desembarcaram e logo, no cais, reparámos num autocarro azul da força aérea, que nos transportou a Belas onde estava instalado o nosso Batalhão de Caçadores Pára-quedistas nº 21.
Já em terra firme, avistam-se os barcos de pesca dos negros, passando lentamente para um e outro lado. Uns pássaros grandes e estranhos que pareciam gaivotas passeiam sem mover as asas, acima das palmeiras. Uns negros maltrapilhos arrastam-se a pedir esmola, outros oferecem cinzeiros de madeira e objectos esculpidos. Uns sujeitos brancos e sebentos trocam escudos por angolares com a taxa acrescida de 12%. Os brancos aqui, de patilhas e camisas transparentes, têm todos aspecto de vendedores de automóveis e de taxistas. As mulheres brancas andam excessivamente bem vestidas e as jovens mulatas são lindas de morrer. Somos rodeados por pretitos, descalços nesta terra poeirenta e vermelha que mais parece barro, com cachos de enormes bananas ao preço da chuva.
E assim terminou esta viagem, ancorando neste Brasil africano chamado Angola.

quinta-feira, setembro 21, 2006

RETALHOS - A Viagem (III)

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Quando se deixou para trás Lisboa e posteriormente a Ilha da Madeira ficou também muito de nós e os melhores anos das nossas vidas. As saudades são já indescritíveis e uma solidão enorme invade-nos. Os soldados lá se acantonam pelo convés e à sombra das baleeiras tentam combater esta ociosidade aliada ao stress de uma viagem para a guerra, mas uma melancolia sem remédio domina-os.
Nos tempos mornos da viagem tínhamos por companhia um mar de água, cuja cor se confundia com um céu de chumbo quente. O sul confundia-se com a guerra e os militares confundiam-se com a família. As memórias de vinte anos, destes rapazes feitos homens, vinham novamente ao pensamento. O Fugitivo, a Lassie, o Robin dos Bosques e o Zorro (séries da televisão) confundiam-se com guerrilheiros. As brincadeiras ao pião e ao espeto confundiam-se com o jogo da lerpa, e essas brincadeiras de crianças confundiam-se agora com a contenda que nos esperava.
Lembro-me do meu primeiro pião de bucho que se confunde também com o meu primeiro roubo. Os piões alinhadinhos na vertical e pendurados numa corda estavam ali como a desafiar-me e eu não resisti: fui ao último e zás… Passados uns minutos já a minha velhota tinha sido avisada. Levou-me pelas orelhas até devolver o pião na drogaria, tudo isto tendo como testemunha o velhinho mercado municipal. E foi precisamente nesse local que acabou por nascer o maior aborto urbanístico (prédio do Coutinho) que há memória em Viana do Castelo. Finalmente, passados trinta anos, está prestes a ser demolido corrigindo e despoluindo o horizonte desta cidade.
Estava eu absorvido pela saudade e divagando pelas minhas memórias quando alguém grita à porta do camarote:
“- Há porrada junto ao cinema e acho que é com os Comandos.”
Quase ninguém se mexeu nem pestanejou demonstrando total indiferença pelos que se entretinham a jogar à galheta. Como eu também não me mexi, pois estava observando a lerpa, algum esperto me alertou:
“- Oh Marques, não és tu que estás de cabo dia? Parece que temos malta nossa envolvida.”
.../...
continua

quinta-feira, setembro 14, 2006

RETALHOS - A Viagem (II)

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Aos praças, como eu, e aos milicianos, a todos era imposta a guerra. Em alternativa tínhamos a deserção que tinha como consequências nunca mais poder pisar solo pátrio e ter de deixar para trás as famílias, cuja maioria era sustentada com os nossos pobres salários. A Polícia Politica (PIDE/GDS) a rondar as casas de cada um, incomodando as pobres famílias mercê dos bufos que, a troco de uns miseráveis tostões, informavam a PIDE de tudo o que lhes parecia suspeito. Com estes condicionalismos, num país em ditadura, só nos restava dizer presente e irmos para a guerra.
Não era uma questão de patriotismo, heroísmo ou cobardia, mas simplesmente os condicionalismos do país.
A vida a bordo de um navio com mais de 3000 militares alojados, cuja lotação em condições normais era cerca de metade, rapidamente se transforma em rotina e cansaço.
O Martins, o magrinho, sempre interessadíssimo pelos pormenores nunca tendo estado tão perto de tanta coisa desconhecida, fazia as suas habituais visitas ao interior do navio e não se cansava de dizer:
“- É espantoso o número de coisas que não sabia e que não se vêem do lado de fora. Estes barcos têm de tudo, sabiam?”
Ao fim do segundo dia a bordo, pelo meio da tarde, avistava-se pela primeira vez a Ilha da Madeira sobre um céu quente, a beleza de um postal ilustrado. Tinha aproveitado para escrever umas cartas para casa, ainda a bordo, pois tinham-nos dito que sairíamos por algumas horas e poderíamos enviá-las da Madeira. Os mais afoitos saíram até onde lhes era permitido, o cais. Parece que tinham medo que alguém, à última da hora, pensasse em fugir à guerra. A maioria nem saiu do barco debruçando-se sobre a borda falsa do navio vendo e deliciando-se com aquela beleza para nós nunca vista.
Tocou a sirene do navio, subiu-se o portaló e depois da contagem do pessoal, o Vera Cruz arrancou em direcção à guerra prometida. Um navio cheio de milhares de jovens feitos homens à força que nem tiveram tempo de o ser, jovens feitos homens para matar, sem tempo para pensar o seu futuro, sem outra liberdade que não a de tentarem cumprir o seu destino programado por outros.
Os militares têm sempre como referência a disciplina e a hierarquia. Nesta viagem pelos mares do atlântico, por ter o número mais antigo entre os meus companheiros de armas, acabo por ficar por eles responsável, como cabo dia, num dos nove dias da viagem.
Nesta viagem rapidamente se instalou a rotina. As noites eram o prolongamento dos dias de batota onde a lerpa e a vermelhinha pontificavam. O “vício” era tal que os mais embrenhados no jogo raramente conseguiam ir tomar o pequeno-almoço. Eu, como tantos outros, não falhava a este “requinte” que nos era servido pelas sete da manhã, hora a que a lerpa ainda não tinha acabado para muita boa gente. Ocupávamos as restantes horas do dia com as idas ao bar e ao cinema que funcionava na coberta superior, para além das refeições que nos eram servidas em pratos ensaiando umas valsas que só os rebordos das mesas evitavam males maiores.
.../...
continua

domingo, setembro 10, 2006

RETALHOS - A Viagem

O VERA CRUZ apesar de ser um navio adaptado a transporte de tropas ainda mantinha as suas linhas de concepção extremamente avançada para a época. Foi o primeiro verdadeiro paquete Português, pois todos os navios de passageiros usados anteriormente se classificavam como unidades mistas, pela grande quantidade de carga transportada a par dos passageiros. Nos pisos superiores alojavam-se os oficiais. Acima da linha do convés, coabitavam os sargentos dos diversos ramos e os militares da força aérea bem instalados, em camarotes triplos. Sentíamo-nos uns privilegiados pois as condições acima da linha do convés eram ainda excelentes.
Nos porões, a carga, neste caso os soldados do exército, foi alojada e dormia em beliches triplos. As condições de higiene rapidamente se degradaram transformando os porões em autênticos “bordéis” de imundice e maus cheiros (embora os soldados não tivessem culpa nenhuma, coitados!). Assim, muitos soldados tiveram de vir dormir para a proa do navio ou estenderem-se pelo chão como deserdados da sorte e não como cidadãos enviados ao serviço da pátria.
Quando se deixaram de ouvir os gritos lancinantes de quem em terra via partir os seus filhos para a guerra, sentimo-nos escoltados por algo maravilhoso e de grande satisfação para toda a gente. Era a primeira vez que tínhamos o privilégio de ver golfinhos. Toda a gente ia à borda contemplar este espectáculo único que se prolongou até ao fim da tarde. Que beleza!!!
A partir do início da década de 70, tudo se complicou para a já pequena população de golfinhos. A poluição do rio, cada vez mais preocupante, e a construção das pontes sobre o Tejo, contaminaram toda a cadeia alimentar. O crescente tráfego marítimo e a não existência de normas ambientais e de conduta na observação destes animais, acabaram por dizimar toda esta população.
Com a primeira noite vieram os primeiros enjoos com excepção para a tripulação e para os militares profissionais. Para estes últimos a guerra era só mais uma comissão de serviço advindo daí mais uma promoção, para alindar os seus ombros, subir na carreira e ganhar mais uns cobres. Só o Fiúza, o pescador, é que estava como peixe na água. Eu como antes trabalhava nuns estaleiros de construção naval, já vinha também um pouco habituado.
Todos os outros viram-se de repente no meio do mar, como prisioneiros do destino comandando pelo leme do deus Ares, conhecido como Marte o deus da guerra com milhares de Phobos e outros tantos Deimos, os seus filhos. Segundo a mitologia, Marte teve dois filhos com Vénus (a deusa do amor e o planeta mais bonito visível, a olho nu, perto do anoitecer ou do amanhecer) Phobos e Deimos (o Medo e o Terror).
Anoitecia rapidamente. Olhando em frente, mal se avistava o horizonte. Os tons vermelhos, como Marte, sugeriam sangue e este, por sua vez, conflitos e guerras. Não é de admirar que o planeta vermelho fosse associado a uma divindade considerada a zeladora do reino dos mortos e o deus da guerra.
Tanto de um lado como de outro não havia sinais de terra. Estávamos sós, completamente abandonados no meio do oceano Atlântico.
Bem dizia o Ramos nas suas tiradas sempre cáusticas:
“- Desta vez concordo! Gosto muito de ter os pés assentes em terra firme”.
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Continua

quinta-feira, setembro 07, 2006

Avô, quantos anos tem?

Uma tarde um neto conversava com o seu avô sobre os acontecimentos actuais.
Então, de repente, ele perguntou: Quantos anos tem, avô?
E o avô respondeu:
-Bem, deixa-me pensar um momento...
Nasci antes da televisão, das vacinas contra a polio, das comidas congeladas, da fotocopiadora, das lentes de contacto e da pílula anticoncepcional. Não existiam os radares, os cartões de crédito, os raios laser nem os patins em linha.
Não se tinha inventado o ar condicionado, a lavadora, as secadoras (as roupas simplesmente secavam ao vento).
O homem não tinha chegado à lua, "Gay" era uma palavra inglesa que significava uma pessoa contente, alegre e divertida, não homossexual.
Das lésbicas, nunca tínhamos ouvido falar e os rapazes não usavam piercings. Nasci antes do computador, das duplas carreiras universitárias e das terapias de grupo. Até completar 25 anos, chamava a cada homem "senhor" e a cada mulher "senhora" ou "senhorita".Nos meus tempos a virgindade não produzia cancro. Ensinaram-nos a diferenciar o bem do mal, a sermos responsáveis pelos nossos actos. Acreditávamos que "comida rápida" era o que a gente comia quando estávamos com pressa.
Ter um bom relacionamento, era darmo-nos bem com os primos e com os amigos. Tempo compartilhado, significava que a família compartilhava as férias juntos. Não se conhecia telefones sem fio e muito menos os telemóveis.
Nunca tínhamos ouvido falar de música estereofónica, rádios FM, Fitas cassetes, CDs, DVDs, máquinas de escrever eléctricas, calculadoras (nem as mecânicas quanto mais as portáteis). "Notebook" era um livrete de anotações.
Aos relógios dava-se corda dia a dia. Não existia nada digital, nem os relógios nem os indicadores com números luminosos dos marcadores de jogos, nem as máquinas. Falando de máquinas, não existiam as cafeteiras automáticas, os fornos micro-ondas nem os rádio-relógios-despertadores. Para não falar dos videocassetes, ou das máquinas de filmar de vídeo. As fotos não eram instantâneas nem coloridas. Só existiam a branco e preto e a sua revelação demorava mais de três dias. As de cores não existiam e quando apareceram, a sua revelação era muito cara e demorada.
Se lêssemos "Made in Japan", não se considerava de má qualidade e não existia "Made in Korea", nem "Made in Taiwan", nem "Made in China".
Não se ouvia falar de "Pizza Hut" ou "McDonald's", nem de café instantâneo. Havia casas onde se comprava coisas por 5 e 10 centavos. Os gelados, as passagens de autocarro e os refrigerantes, tudo custava 10 centavos.
No meu tempo, "erva" era algo que se cortava e não se fumava. "Hardware" era uma ferramenta e "software" não exista.
Fomos a última geração que acreditou que uma senhora precisava de maridopara ter um filho.
- Agora diga-me quantos anos acha que tenho?
- Hiii!!!... Avô. Mais de 200! Disse o neto!
- Não, querido. Somente 57!

quarta-feira, setembro 06, 2006

Dia da cidade de Faro

Ilha do Farol
Esta semana, festeja-se o dia da cidade de Faro, dia 7 de Setembro, esta cidade que começou por chamar-se Ossónoba.
Situada á beira da Ria Formosa, é enobrecida pela beleza incomparável das suas ilhas: a Ilha de Faro com acessibilidade por ponte, a ilha Deserta (ou Barreta), sendo esta a minha preferida, cuja a acessibilidade se faz apenas por barco, sem do as carreiras limitadas aos meses da época balnear e, assim, o resto do ano fica quase deserta mesmo, pois só é acessível a quem tem barco, a ilha do Farol e a ilha da Culatra, ambas habitadas por pescadores e com carreiras de barco permanentes.
Faro tem alguns monumentos, mas é em Estói que eles se destacam pelas famosas ruínas de Milreu que remontam ao século I e II e o palácio de Estói em estilo rococó.
Esta semana os farenses tomam conhecimento dos projectos para o futuro, e olhem que alguns já são históricos como um passei perdeste á beira da ria, deve ter uns 20 anos. A reconstrução do mercado municipal cuja obra já é famosa por estar parada a meio há mais de 2 anos por falta de verbas.

terça-feira, setembro 05, 2006

Ao fim de 33 anos... um reencontro


Quando São João da Pesqueira comemora os 750 Anos da Confirmação do Foral de D. Afonso III e simultaneamente 725 anos da atribuição da Carta de Feira Franca, verifica-se desde logo a importância que os vários monarcas foram dando ao concelho incentivando o seu desenvolvimento económico.
O mercador que por aqui passava, o agricultor que aqui vende os bens da terra, o meirinho que cobrava os impostos, o alcaide como figura do poder central são de alguma forma alguns dos protagonistas desta feira da Pesqueira medieval.
Consciente deste passado que por vezes se encontra muito presente, foi neste preciso dia de 1 de Setembro de 2006 e passados 725 anos , que encontrei mais um Irmão da Guerra, o nosso 1º cabo pára-quedista enfermeiro Manuel Lauro
Há mais de 30 anos, sofreu comigo as agruras da guerra em Angola, pois para além de ser um combatente ainda tinha a nobre missão de tratar dos feridos e estropiados da guerra. Agora vestido com a pele de feirante lá vai ganhando a vida de um forma digna.
Um abraço para ti amigo Lauro.

quinta-feira, agosto 31, 2006

Ao fim de 33 anos...


Ao fim de 33 anos, localizei mais um Irmão da Guerra (António Alves) e desta vez em São João da Pesqueira.

O meu amigo Alves desde as matas de Angola até sempre e para sempre um AMIGO

quarta-feira, agosto 30, 2006

O meu Algarve

O meu Algarve
Não é bom nem mau
É cheio de luz e cor
E tem sardinha e carapau

O meu Algarve
Não é só para turista ver
É uma zona deste país
Onde é muito agradável viver

No meu Algarve
Há praias muito belas
Serras muito bonitas
E o barrocal no meio delas

Este meu Algarve
É terra de António Aleixo
De João de Deus e outros poetas
E berço dos poemas que aqui vos deixo

Vim desta forma inaugurar
Este espaço onde o Zé
Mui honrosamente
Me convidou a participar


É muito comum nos jantares de convívio, uma ou outra pessoa com jeito compor rimas, criar assim de improviso uma simples e agradável poesia e declamar, na maior parte das vezes é muito engraçada e faz-nos rir… outras vezes chega-nos ao coração e deixa-nos de lágrima no olho.

Clonagem de multibancos investigada pela Judiciária

Portel viveu ontem momentos de pânico à medida que se avolumava o número de cidadãos burlados, através da reprodução ilegal de cartões multibanco. Cerca de 40 pessoas foram lesadas com levantamentos ilícitos, feitos no estrangeiro, das suas contas bancárias, durante o fim-de-semana. Fonte do balcão da Caixa Geral de Depósitos (CGD) de Portel garantiu ao DN que as pessoas vão ser ressarcidas, mas há "centenas" de cartões clonados nesta vila alentejana.


Para saber como funciona a burla, clique aqui

terça-feira, agosto 29, 2006

As artimanhas dos bancos

.... e vão sacando mais uns dinheiritos e assim vão engordando os seus lucros.




Lucros dos bancos aumentaram 30% em 2005

A banca portuguesa viu os seus lucros crescerem 30% em 2005, face ao ano anterior, de acordo com os dados oficiais do sector, ontem disponibilizados pela Associação Portuguesa de Bancos (APB), no seu boletim informativo.

Juros de Contas Ordenado podem chegar a 21%

O saldo negativo nas designadas Contas Ordenado oferecidas pela banca pode custar 21% ao ano e as instituições não informam sobre estas taxas de juro na Internet, observa o Jornal de Negócios na edição de terça-feira.

A tentação de deixar as contas bancárias entrarem em saldo negativo «é grande, em particular, quando o aumento dos encargos mensais reduz de forma significativa o orçamento disponível dos agregados familiares».
Mas, explica o artigo, ceder à utilização do crédito nas contas à ordem tem um custo muito elevado, que pode chegar aos 21% ao ano, em termos nominais.
E nem as denominadas contas ordenado escapam às comissões cobradas pelos bancos, no caso de se começar a utilizar antecipadamente o ordenado do mês seguinte, uma operação denominada na linguagem da banca por descoberto bancário autorizado.

segunda-feira, agosto 28, 2006

Metade



    E que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
    Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca.
    Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.

    Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda que tristeza.
    Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada, mesmo que distante.
    Porque metade de mim é partida mas a outra metade é saudade.

    Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor,
    Apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos.
    Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo.

    Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço,
    E que essa tensão que me corroe por dentro seja um dia recompensada.
    Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão.

    Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
    Que o espelho reflicta em meu rosto um doce sorriso que eu me lembro de ter dado na infância.
    Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei.
    Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito.

    E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
    Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
    Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba, e que ninguém a tente
    Complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
    Porque metade de mim é plateia e a outra metade, é canção.

    E que minha loucura seja perdoada.
    Porque metade de mim é amor e a outra metade... também...

    Oswaldo Montenegro

domingo, agosto 27, 2006

Ser diferente é normal


Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente, quando vê um chinês colocando um prato de arroz na lápide ao lado.

Ele se vira para o chinês e pergunta:
- Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o defunto virá comer o arroz?
E o chinês responde:
- Sim, quando o seu vier cheirar as flores!!!

"Respeitar as opções do outro, em qualquer aspecto, é uma das maiores virtudes que um ser humano pode ter."
"As pessoas são diferentes, agem diferente e pensam diferente. Nunca julgue. Apenas compreenda!"



sábado, agosto 26, 2006

Eles também são capazes


Portadores ou não de Trissomia 21 TODOS merecem igualdade de oportunidades!


segunda-feira, agosto 21, 2006

Romaria da Senhora d´Agonia terminou em beleza




Data de 1744 a veneração de Viana do Castelo à Virgem da Agonia, invocada pelos pescadores para que o mar lhes seja benigno. Fixado o dia 20 de Agosto para as festas em sua honra, em 1772 uma portaria régia autorizou a realização de uma feira franca na cidade, nos dias 18, 19 e 20 do mesmo mês. Desde então, a romaria da Senhora d´Agonia tornou-se numa das mais belas, senão a mais bela, coloridas e grandiosas festas populares de Portugal.
Vários cortejos animaram os três dias das festas, acompanhados de muita música e gente bonita que veste os mais belos trajes tradicionais do Minho: o desfile da mordomia, acompanhado por foguetes e bandas de música saúda a Comissão das Festas e os mais altos representantes da cidade, terminando na Praça da República onde os "zabumbas" fazem vibrar os seus enormes bombos e desfilam os "Gigantones" , enormes e estranhas figuras que há mais de cem anos vieram de Santiago de Compostela animar a Romaria d´Agonia; o cortejo etnográfico, com os carros alegóricos que recordam os costumes dos trabalhos do Minho, da terra e do mar, verdadeiro museu vivo de etnografia; o cortejo histórico que conta, numa mistura de lenda e realidade, histórias que marcaram Viana do Castelo.
A admirável procissão do mar simboliza a ligação profunda da cidade com o elemento que lhe forjou a história e parte da sua sobrevivência.
A imagem da Senhora d´Agonia com o seu manto roxo e azul é embarcada numa traineira, entre foguetes e repique dos sinos, e vai abençoar o mar para que ele seja sempre generoso no sustento e na bonança. A embarcação que leva a Senhora navega por entre um cortejo de centenas de barcos com os mastros embandeirados, regressando no final do dia à sua capela barroca, onde as portas ficam abertas para a devoção.
Milhares de pessoas espalham-se por tasquinhas e restaurantes onde a cozinha portuguesa, regada com o vinho verde da região, parece ter um sabor mais vivo, enquanto outras se juntam em redor dos coretos para escutar as bandas de música. Na última noite dos festejos, sobre a ponte centenária do rio Lima, onde se reflectem as luzes das embarcações, uma brilhante cachoeira de fogo de artifício anuncia que a festa da Senhora d´Agonia terminou.

sábado, agosto 19, 2006

Eu estava lá... e gostei

FESTIVAL AÉREO EM VIANA DO CASTELO
Exibição dos "Rotores de Portugal" sobre o Rio Lima.

Integrado nas festividades da Romaria da Senhora d'Agonia, a patrulha de helicópteros da Força Aérea Portuguesa "Rotores de Portugal", demonstraram as suas habilidades nos céus da Princesa do Lima.


Eu estava lá... na Senhora d'Agonia,



A Senhora d'Agonia, a maior romaria nacional, realiza-se este ano entre os dias 18 e 20 de Agosto.
Uma cara bonita, são as Mordomas da Romaria, na ordem das centenas, envergando um dos nossos mais belos trajes, que vão cumprir o dever de apresentar cumprimentos à Autoridade Governamental, à Edilidade e ao nosso Bispo, na companhia dos membros da Comissão Organizadora. Dada a riqueza e alacridade deste Cortejo.

quinta-feira, agosto 17, 2006

Novo jornal gratuito será lançado em Setembro

A segunda quinzena de Setembro vai marcar o lançamento do primeiro número do:- «Diz que Disse»
Um jornal gratuito virado para o "mundo cor-de-rosa", referiu Gonçalo Perenas, administrador do projecto pertencente à Global Share, empresa de comunicação e serviços de consultoria, segundo noticia do Diário Económico. O título, que adoptará um formato tabloide de 32 páginas, terá a direcção editorial entregue a Cristina Molher.
Com cerca de 100 mil exemplares, a publicação incluirá secções de viagens, turismo e festas, entre outras. Depois de no dia 13 de Agosto, domingo, ter sido lançado o número zero do título, distribuído em algumas praias do Algarve, numa acção promocional que contou com a presença de várias modelos, acção repetida no dia de ontem, a Global Share planeia realizar uma festa de lançamento para o mês de Setembro, ainda sem data e local definidos.


O jornalismo cor-de-rosa é uma nova etapa histórica onde convivem lado-a-lado o sensacionalismo da imprensa amarela, a manipulação da verdade da imprensa marrom e a notícia light, plastificada e marketizada da imprensa cor-de-rosa.

quarta-feira, agosto 16, 2006

World Press Photo 2005

A vencedora:





Mãe e filho num centro de alimentação de urgência, Tahoua, Niger,

1 de Agosto de 2005

Autor: Finbarr O'Reilly, Canada, Reuters

Todas as fotos vencedoras de todas as categorias podem ser vistas no site oficial do World Press Photo.